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A INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL – ROBÔS AFETARÁ O MERCADO DE TRABALHO ?

A INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL – ROBÔS AFETARÁ O MERCADO DE TRABALHO ?
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A discussão sobre Inteligência Artificial (IA)  com robôs, voltou após o Facebook encerrar seu projeto que criou uma linguagem própria que não pode ser compreendida por humanos. Com isso volta à pergunta: devemos temer o cenário que o cinema costuma relatar com a aniquilação da humanidade pelos robôs?

Para o coordenador acadêmico do MBA em Marketing Digital e do Post-MBA em Digital Business da FGV, André Miceli, isso não deve acontecer, mas teremos problemas.

Não é de hoje que se discute se a tecnologia vai ou não tomar o emprego das pessoas. Rotineiramente, cientistas, especialista no tema, vídeos no YouTube e os mais diversos profissionais defendem seus pontos de vista em relação a atuação dos robôs ou sistemas de inteligência artificial no mercado de trabalho.

Enquanto continua acalorado em algumas áreas, há um setor que parece fadado a perder sua essência humana: o varejo.

Segundo um estudo encomendado pelo Citibank, os funcionários dessa parte da indústria podem ser alguns dos primeiros a sucumbirem diante da IA ( Inteligência artificial ). Motivo para ficar triste ou para xingar muito no Twitter? Nada disso!

Há quem acredite que esse é um verdadeiro presente para os trabalhadores do segmento e que essa é uma mudança para melhor na vida de todos os integrantes desse ecossistema.

 

Esse profissional tem que lidar com clientes mal-educados e insultos

 

Um dos repórteres do site The Next Web, por exemplo, que já trabalhou com atendimento direto ao público por anos à fio, lembra como sua rotina era estressante. Afinal, esse tipo de profissional acaba tendo que lidar com clientes impacientes, mal-educados ou extremamente insatisfeitos e se tornam o alvo de todo tipo de insulto ou bate-boca. O problema? Geralmente eles não têm culpa pelo problema, estão lá para tentar resolver o caso – apesar da usual burocracia do sistema – e ganham um salário ridiculamente baixo.

 

 O QUE É CHATBOT?

 

 

Chatbot (uma abreviação para robô de chat) é um software que trabalha e gerencia as trocas de mensagens. Pode ser instalado em sites, apps proprietários e aplicativos populares, como o Facebook Messenger ou Telegram, dependendo do público-alvo e das necessidades das empresas.”

 

Amazon Go é um exemplo claro do futuro no varejo

 

Como o surgimento e a popularização de chatbots, totens interativos, painéis inteligentes, pontos de coleta de compras e até mesmo lojas totalmente automatizadas – esses dois últimos exemplos frutos dos experimentos da Amazon no setor – são inevitáveis, o jeito pode ser mesmo tentar ver o lado bom da situação. A expectativa é que, com a IA no atendimento do varejo, o cliente resolva mais rapidamente seus problemas – antes de ficar bravo com isso – e os profissionais que continuarem no setor possam ter um rendimento melhor e menos estresse.

Ué, mas a inteligência artificial não ia substituir de vez os humanos? Bem, em alguns casos – ou pelo menos por algum tempo – a boa e velha conversa cara a cara e olho no olho acabam sendo mais efetivas que um display sensível ao toque. Desse modo, quem realmente gosta e é bom ao lidar com pessoas pode fazer essa ponte entre o velho e o novo na indústria. E você, prefere lidar com máquinas ou gente de verdade?

 

 

“O processo de transformação acelerada da automação também vai mudar a estrutura organizacional das empresas e desconstruir a relação milenar que temos com o trabalho”, André Miceli
De acordo com o professor da FGV, o problema é como a população vai lidar com a Inteligência Artificial. Miceli alerta para o fato de que robôs diminuíram de tamanho, tiveram sua capacidade de aprendizado ampliada nos últimos anos, deixaram de ser usados apenas para atividades físicas e passaram para as intelectuais.

“Esse movimento trará grande impacto para as economias e deverá impulsionar a automação. Muitos profissionais serão substituídos por máquinas. Essa automação está a poucos passos de ganhar uma escala que vai mexer com todos nós”, afirma o especialista.

 

 

André Miceli, no entanto, diz que a medicina pode ser uma das beneficiadas. “Muito provavelmente será possível checar uma radiografia ou exame de sangue logo após a coleta, e relacionar todos os testes com desdobramentos de doenças, até mesmo prevendo o que vai acontecer com o paciente no futuro”, acredita.

O professor da FGV, porém, salienta que o processo de transformação acelerada da automação também vai mudar a estrutura organizacional das empresas e desconstruir a relação milenar que temos com o trabalho. Miceli cita o exemplo dos critérios usados pelos agentes “tomadores de decisões”.

“Que tipo de decisão que a máquina vai tomar? Ela pode criar formas excludentes de tratamento, como a diminuição de mulheres em cargos específicos ou elaborar relatórios com discursos hegemônicos sobre determinado tema”, expõe Andre Miceli.

Por fim, o especialista afirma que será necessário pensarmos em alternativas econômicas, pelo simples fato de que não haverá emprego para todos nesse novo cenário que se aproxima. “Precisaremos nos adaptar a um mundo novo e estar dispostos a abraçar as inovações tecnológicas, uma vez que quem não estiver liderando a mudança, poderá ser atropelado por ela”, avalia o professor da FGV.

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