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INTERNET FAZ 29 ANOS HOJE E METADE DO MUNDO TEM ACESSO

INTERNET FAZ 29 ANOS HOJE E METADE DO MUNDO TEM ACESSO
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TIM BERNERS-LEE PAI DA INTERNET

 

Tim Berners-Lee congratula o faco de metade da população ter acesso à Internet, mas avisa que esta divisão está a agravar as desigualdades sociais. “Se não investirmos seriamente para acabar com este fosso, só em 2042 todos estarão ligados e uma geração inteira terá ficado para trás”, avisa.

O cientista britânico considera que estas desigualdades representam uma séria ameaça global. A falta de acesso afeta sobretudo o género feminino, habitantes de zonas rurais e de países menos desenvolvidos.

“Estar offline hoje é estar excluído das oportunidades de aprender e ganhar, de ter acesso a serviços importantes e de participar no debate democrático”, afirma.

A Fundação Web, uma organização que promove o desenvolvimento e acesso da Internet no mundo, foi criada por Berners-Lee e trabalha com a ONU. No ano de 2016, a ONU declarou o acesso à internet um direito humano, ao nível da água potável, eletricidade, habitação e alimentação.

Está associada à Aliança para uma Internet Acessível – Alliance for Affordable Internet, que declarou que todas as pessoas deveriam ter pelo menos um gigabyte de dados móveis, cujo custo ainda é primitivo para muitas pessoas no mundo.

 

 

Em um artigo publicado ontem  (12/03/2018) no periódico norte-americano The Guardian, um dos criadores da internet resolveu comemorar o 29º aniversário da rede mundial de computadores. Tim Berners-Lee, contudo, se mostra mais preocupado com o futuro da internet do que com aquilo que a maior plataforma de comunicação do mundo conseguiu alcançar em seus primeiros 29 anos. Berners-Lee acredita que, em seu estado atual, a web pode ser utilizada como uma arma.

Vimos teorias de conspiração alcançarem milhões de pessoas nas redes sociais, perfis falsos no Facebook e no Twitter alimentarem tensões sociais, atores externos interferirem em eleições e criminosos roubarem grandes quantidades de dados pessoais

Ele explica: “o fato de o poder sobre a internet estar concentrado nas mãos de algumas poucas empresas tornou possível a utilização da web como uma arma em grande escala. Nos últimos anos, vimos teorias de conspiração alcançarem milhões de pessoas nas redes sociais, perfis falsos no Facebook e no Twitter alimentarem tensões sociais, atores externos interferirem em eleições e criminosos roubarem grandes quantidades de dados pessoais”.

WWW E A FALTA DE REGULAMENTAÇÃO

 

 

Tim Berners-Lee, criador da rede World Wide Web, criticou a falta de regulamentação da internet em nível global que permitiu que o poder ficasse centralizado nas mãos de poucas empresas de tecnologia. Para ele, isso abre uma brecha para que ela seja usada como uma arma, e, por isso, uma regulamentação que impedisse essa organização deveria ser criada. A carta aberta foi publicada no jornal britânico The Guardian, nesta segunda-feira (12), quando a web completa 29 anos.

“As ameaças à web hoje são reais–desde a desinformação e propaganda política questionável até a perda de controle sobre nossos dados pessoais. Mas eu continuo comprometido a garantir que a web seja um espaço livre, aberto e criativo–para todos”, disse Berners-Lee, criador da Web Foundation, organização sem fins lucrativos que visa a evolução da internet.

Explica que quando inventou a WWW, desenvolveu-a “deliberadamente neutra, criativa e como um espaço de colaboração, construída na abertura que a Internet oferecia”, para que qualquer pessoa pudesse “partilhar conhecimento e ideias sem precisar de comprar uma licença ou pedir permissão”. Porém, hoje, este princípio está sob ameaça.

De acordo com Berners-Lee, a neutralidade na Internet deveria implicar a total ausência de censura e o Estado não deveria pôr em prática restrições com base em motivações econômicas. Esta neutralidade funcionaria como garantia da igualdade de oportunidades para todos os conteúdos online sem qualquer tipo de preferência, seja ela na qualidade da velocidade ou no acesso.

O pai da WWW cita ainda um estudo realizado pelo governo holandês, em 2013, que concluiu que a neutralidade na Internet promove maior competição, preços mais baixos, maior conectividade e mais inovação. Para Berners-Lee, uma lei que garanta este princípio é fundamental, e acrescenta que, até agora, na Europa, tem sido possível utilizar a Internet sem esta regulação mas que com o crescimento que se tem verificado, “a necessidade de esse tipo de leis tem mudado”.

 

MODELOS DE NEGÓCIOS

 

O pai da web também criticou o modelo de negócios existente no mundo online atual, reduzindo-o a propaganda. Para ele, as empresas precisam pensar diferente e parar de pensar que já tarde para mudar.

Falando sobre acesso à internet, Berners-Lee alertou que o último bilhão de usuários só estará conectado em 2042, se não houver medidas para acelerar esse processo. “Não surpreende que é mais provável que você não esteja conectado se for mulher, pobre, viva em área rural ou em um país de baixa renda, ou represente uma combinação dessas características”, afirmou o criador da web. Ele considera que estar offline significa estar excluído de oportunidades de aprendizado, do debate democrático e do acesso a serviços de valor.

Em outras palavras, Berners-Lee não culpa exatamente as grandes empresas que controlam a internet pelo fato de a web poder ser utilizada como uma arma, mas sim o fato de elas terem tanto poder sobre a rede. Dessa forma, pessoas mal intencionadas podem “disseminar o mal” com muita eficiência sem o esforço de comprometer várias comunidades ou vários serviços.

 

 

O criador da web ainda reconhece que essas empresas estão cientes dos problemas que seu tamanho está causando na internet e que elas estão de fato tomando atitudes para reverter essa situação. Ainda assim, como se trata de empresas capitalistas, o maior objetivo delas não é o bem estar social, mas sim o lucro.

“A responsabilidade — e às vezes o fardo — de tomar atitudes e decisões sobre esses problemas recai sobre companhias que foram construídas para maximizar mais o lucro do que o bem estar social. Uma regulamentação legal que ressalte objetivos sociais poderia ajudar a aliviar essas tensões”, escreveu Berners-Lee.

O inventor ainda se mostra preocupado com a “qualidade da internet” para os futuros internautas, aqueles que devem começar a utilizar a rede nos próximos anos. Ele explica que, em 2018, pela primeira vez na história, metade da população humana deve ter acesso regular à internet em todo o mundo. Ainda assim, ele acredita ser necessário criar programas para acelerar o passo da inclusão digital.

Em 2018, pela primeira vez na história, metade da população humana

deve ter acesso regular à internet em todo o mundo

 

Isso porque o ultimo bilhão de pessoas a se conectarem à web só deve chegar à rede em 2042, o que é tempo o suficiente para excluir da internet mais uma geração inteira de pessoas. Isso deve acontecer porque em muitos países pobres, uma franquia de 1 GB de internet ainda custa mais de 20% da média salarial da região. Berners-Lee acredita que políticas públicas precisam ser implementadas para fazer isso custar apenas 2% da média salarial, a fim de tornar a internet realmente acessível.

“Hoje, eu quero desafiar a todos nós a termos maiores ambições para a internet. Eu quero que a web reflita nossas esperanças e ajude a realizar nossos sonhos, em vez de incrementar nossos medos e dividir ainda mais a sociedade”, finalizou.

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