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MICROSOFT CRIA CADEIRA DE RODAS CONTROLADA PELOS OLHOS

MICROSOFT CRIA CADEIRA DE RODAS CONTROLADA PELOS OLHOS
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Já imaginou poder controlar objetos com o olhar? Pois a Microsoft já pode ter conseguido alcançar tal objetivo. A empresa criou uma cadeira de rodas motorizada controlada pelo olhar do cadeirante. A tecnolgia foi desenvolvida no Brasil a partir de uma funcionalidade já existente no Windows, para auxiliar um ex-jogador da NFL que perdeu os movimentos por ter a mesma doença que paralisou o astrofísico Stephen Hawkings por boa parte de sua vida.

Apresentada em São Paulo nesta quinta-feira (22), a cadeira obedece o comandos dos olhos para seguir em frente, retroceder, virar à direita ou à esquerda e para se mover nas diagonais, informa o G1.

“Nenhum movimento de pescoço é necessário, nem da cabeça, simplesmente a captura da movimentação ocular”, explica Alessandro Januzzi, diretor de engenharia e inovação da Microsoft Brasil.

Para que o olhar se transforme em movimentação real do instrumento é necessário um grande trabalho técnico. Um acessório do tamanho de uma caixinha de remédio conecta a cadeira a um tablet (ou um notebook), que fica no colo do cadeirante. Este dispositivo que irá seguir o olhar, por meio de sua câmera transformada em “rastreadora de olhos”. Ela percebe em que ponto da tela os olhos estão pousados.

 

COMANDOS DA CADEIRA

 

 

Abrindo a aplicação que dá os comandos para a cadeira, a tela mostra setas que indicam as direções. Conforme os olhos passeiam por elas, as rodas seguem as ordens. É possível ainda que o cadeirante grave atalhos para trajetos feitos constantemente, como ir da cozinha para a sala ou do quarto para o banheiro.

A parceria para a fabricação das cadeiras foi realizada entre a Microsoft e uma empresa brasileira de cadeiras de rodas chamada Ortobras. O mecanismo, no entanto, é classificado como um projeto experimental, por isso não deve ser comercializado. Mas a ideia comprova o potencial da invenção.

Também é possível gravar movimentos para que a cadeira realize trajetos corriqueiros de forma autônoma. O objetivo, diz Jannuzzi, é que o sistema seja oferecido, principalmente, a pacientes com Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA), como o físico britânico Stephen Hawking, morto na semana passada:

—A inteligência artificial é muito importante. Combinada com novas interfaces, pode empoderar as pessoas com deficiência — comenta.

A invenção está baseada na tecnologia Eye Control, tornada pública na última atualização do Windows. Com sistemas de inteligência artificial, os cientistas da Microsoft conseguiram “treinar” um sensor, no caso a câmera, a terem a precisão necessária para que pessoas com deficiência tenham acesso à computação.

 

VELOCIDADE NA DIGITAÇÃO

 

A tecnologia foi desenvolvida a partir de um pedido do ex-jogador de futebol americano Steve Gleason, que luta para superar as restrições impostas pela ELA. Agora, pacientes com a doença podem assumir controle total de um computador e, o principal, se comunicar com familiares e amigos. Com um teclado virtual, é possível digitar palavras, que são sintetizadas.

— A ELA tem a característica de não afetar o movimento dos músculos dos olhos — explica Rico.

E a digitação conta com outra tecnologia de inteligência artificial, o corretor ortográfico, que não apenas corrige palavras erradas, como sugere os termos mais usados. Apesar de odiado por muitos usuários, esse recurso aumenta de forma significativa a velocidade de digitação das pessoas com paralisia.

— Nos testes, os pacientes conseguiam digitar, em média, 15 palavras por minuto. Parece pouco, mas é o suficiente para manter a atenção do interlocutor — pontua Rico.

A voz ainda é robotizada, mas Rico garante que algoritmos estão sendo desenvolvidos para que cada paciente possa usar a sua própria voz nos sintetizadores, dando mais naturalidade às conversas.

 

   

 

E.L.A.

 

Esse sistema foi construído para auxiliar pessoas com mobilidade reduzidíssima, como as que possuem Esclerose Lateral Amiotrófica.

Como os indivíduos que possuem ELA chegam a perder a capacidade de falar, o “Controle de olhos” possui um campo especial dentro do computador, em que tudo que for escrito é falado.

Isso foi pensado para dar nova voz a quem já não podia falar.

É o caso de Steven Gleason, um ex-jogador de futebol americano da NFL, para quem a tecnologia foi inicialmente pensada em 2014.

Ele tem um filho pequeno com quem conversa apenas dessa forma. Seus olhos correm pela tela, à caça de letras para formas frases como “Ei, River, tudo legal?”.

“Com isso, as pessoas podem ter uma vida participativa, mesmo se tiverem ELA”, diz Malvar.

Em um vídeo feito pela Microsoft, Gleason resume a sensação de alguém que teve a capacidade de se comunicar restaurada.

“Dizem que seus olhos são a janela para sua alma. Eu acho que, no meu caso, isso quer dizer que a tecnologia permite que eu revele meus pensamentos.”

 

REALIDADE AUMENTADA EM ÁUDIO’

 

 

O cientista aproveitou a visita ao Centro de Tecnologia da Microsoft em São Paulo para demonstrar o Soundscape, produto desenvolvido pela sua equipe e lançado no início do mês. Trata-se de um aplicativo para smartphone que funciona com um fone de ouvido especial para criar “mapas tridimensionais sonoros”.

O fone de ouvido transmite as ondas acústicas pelos ossos da face, sem tampar o canal auditivo. E o aplicativo usa o GPS do smartphone para dar informações sobre o ambiente. É possível, por exemplo, saber o nome da rua onde a pessoa está ou a localização de lojas e outros pontos de interesse.

— Não é para substituir a bengala ou o cão-guia, mas para fornecer mais informação – afirma Rico. — É como uma realidade aumentada, mas com áudio.

 

 

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