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MICROSOLFT DESENVOLVE O PRIMEIRO COMPUTADOR QUÂNTICO

MICROSOLFT DESENVOLVE O PRIMEIRO COMPUTADOR QUÂNTICO
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Google, IBM e Intel tentam desenvolver a máquina que vai resolver problemas que os  computadores de hoje não conseguiriam solucionar.

A Microsoft tem trabalhado bastante para criar o primeiro computador quântico do mundo. No entanto, a gigante de Redmond não está sozinha na corrida por um modelo 100% funcional, pois conta com uma concorrência acirrada de outros conglomerados de tecnologia.

Embora haja essa concorrência, parece que a Microsoft está liderando a corrida. Em um recente post de seu blog oficial, a Microsoft explicou seu progresso:

“Os computadores quânticos poderiam resolver um conjunto de problemas que são totalmente intratáveis ?

Para os seres humanos neste momento, e isso poderia acontecer em 100 segundos. Os clientes corporativos da Microsoft estão interessados em mudar seus negócios usando essa tecnologia, e estamos de olho além do Hype Cycle. E temos uma boa percepção do que é necessário.

A Microsoft está trabalhando na única solução escalonável, que será executada sem problemas na nuvem do Azure e será muito mais resistente a erros. A verdade é que nem todos os qubits são iguais; a maioria é inerentemente instável e suscetível a gerar ruído do ambiente. Nossa abordagem utiliza qubits topológicos especificamente por sua maior precisão, menor custo e capacidade de execução por tempo suficiente para resolver problemas complexos do mundo real.

A Microsoft é a única grande empresa a tentar construir qubits topológicos, que visam reduzir significativamente qualquer interferência em um nível subatômico que possa afetar a máquina. Com esta abordagem, os qubits computacionais serão “corrigidos” pelos outros qubits.”, explicou Julie Love, diretora de computação quântica da Microsoft.

No ano passado, a Microsoft também lançou um kit de desenvolvimento quântico que permitia aos desenvolvedores criar e testar aplicativos, sendo, ou não, especialista em física quântica.

Robert Schoelkopf está na vanguarda de uma empreitada global para construir o primeiro computador quântico do mundo. Se puder ser produzida, essa máquina vai usar os  princípios aparentemente mágicos da mecânica quântica para resolver problemas que os computadores de hoje não conseguiriam solucionar.

Três gigantes da tecnologia mundial – Google, IBM e Intel – estão usando um método iniciado por Schoelkopf, que é professor da Universidade de Yale, e por outros físicos na corrida para  construir uma máquina capaz de acelerar signicativamente desde a descoberta de um novo remédio até a inteligência articial.

No Vale do Silício, uma startup chamada Rigetti Computing está fazendo a mesma coisa. E apesar de ter permanecido fora do radar até agora, esses quatro projetos quânticos têm outro competidor notável: Robert Schoelkopf. Depois que sua pesquisa ajudou a alimentar o trabalho de tantos outros, Schoelkopf e mais dois professores de Yale começaram sua própria empresa de computação quântica, a Quantum Circuits. Investimentos de  18 milhões de dólares em fundos da rma de capital de risco Sequoia Capital e outras, que por décadas foi um sonho distante dos cientistas de computação do mundo – está mais perto de se tornar realidade.

“Nos últimos anos, tornou-se claro para nós e para pesquisadores em todo o mundo que sabemos o suciente sobre o assunto para construir um sistema que funcione. Isso é uma tecnologia que podemos começar a comercializar”, conta Schoelkopf.

Os sistemas de computação quântica são difíceis de entender porque não se comportam como o mundo normal em que vivemos. Mas esse comportamento contraintuitivo é o que permite que
realizem cálculos em um ritmo que não seria possível em computadores normais.

Os computadores de hoje armazenam informação em forma de “bits”, com cada transistor segurando ou um 1 ou um 0. Mas, graças a algo chamado princípio da superposição – comportamento exibido por partículas subatômicas como elétrons e prótons, as partículas fundamentais da luz – um bit quântico ou “qubit” pode guardar um 1 e um 0 ao mesmo tempo.

Tudo isso signica que dois qubits podem guardar quatro valores de uma vez. À medida que você expande o número de qubits, a máquina se torna exponencialmente mais poderosa. Todd Holmdahl, que supervisiona o projeto quântico da Microsoft, diz que imagina um computador quântico como algo que poderia encontrar instantaneamente a saída de um labirinto.

“Um computador normal vai tentar um caminho sem saída, depois outro e outro e outro. Um computador quântico pode examinar todos os caminhos ao mesmo tempo”, explica.

Eles construíram qubits com materiais que exibem propriedades quânticas quando são resfriados a temperaturas extremamente baixas.  Com essa técnica, mostraram que, a cada três anos mais ou menos, podem melhorar dez vezes o tempo de coerência. Essa relação cou conhecida como a Lei de Schoelkopf, uma ode brincalhona à Lei de Moore, que diz que o número de transistores em chips de computadores dobrará a cada dois anos.

“A Lei de Schoelkopf começou como uma brincadeira, mas agora a usamos em vários de nossos trabalhos de pesquisa. Ninguém esperava que fosse possível, mas a melhora tem sido exponencial”, conta Isaac Chuang, professor do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT).

Esses circuitos supercondutores se tornaram a área principal da pesquisa de computação quântica por toda a indústria. Um dos ex-alunos de Schoelkopf lidera um programa de computação quântica na IBM. O fundador da Rigetti Computing estudou com Michel Devoret, outro professor de Yale por trás da Quantum Circuits.

Nos últimos meses, depois de formar uma equipe de pesquisadores importantes vindos da Universidade da Califórnia, em Santa Barbara, o Google indicou que está quase pronto para usar o método para construir uma máquina que pode atingir “supremacia quântica” – quando uma máquina quântica realiza uma tarefa que pode ser impossível para um laptop ou qualquer outra máquina que obedece às leis da física clássica.

Outras áreas de pesquisa também são promissoras. A Microsoft, por exemplo, está apostando em partículas conhecidas como ânions. Mas os circuitos supercondutores parecem ser os primeiros sistemas que darão resultados reais.

A crença é que as máquinas quânticas eventualmente vão analisar as interações entre as moléculas físicas com uma precisão que não é possível hoje, algo que pode acelerar de maneira radical o desenvolvimento de novos medicamentos. O Google e outras empresas também acreditam que esses sistemas podem acelerar de modo signicativo o aprendizado de máquina, o campo de ensino em que os computadores aprendem sozinhos a realizar tarefas ao analisar dados ou experimentar determinados comportamentos.

Um computador quântico, no entanto, também pode ser capaz de decifrar algoritmos criptografados que guardam os dados mais importantes de corporações e governos. Com tanto em jogo, não é surpresa que várias empresas estejam apostando nessa tecnologia, incluindo startups como a Quantum Circuits.

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