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VIDA E MORTE DE STEPHEN HAWKING

VIDA E MORTE DE STEPHEN HAWKING
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Nessa semana, o mundo se despediu de um dos seus maiores gênios: o físico teórico e cosmólogo Stephen Hawking, que morreu na última quarta-feira (14 de Março), aos 76 anos.

Hawking colecionou importantíssimas realizações no campo científico ao longo de sua vida, principalmente pelos seus trabalhos ligados à radiação de buracos negros, à teoria geral da relatividade e à mecânica quântica.

A história de Hawking é marcada por uma trajetória de superação e coragem. E uma dessas superações está ligada diretamente à comunicação: ele tinha esclerose lateral amiotrófica (ALS), doença que causou a deterioração gradual dos seus músculos, dificultando, entre outras ações, a fala.

Ainda assim, o britânico participava de palestras, dava conferências e entrevistas de forma recorrente. Inclusive, ele já participou das TEDx, uma das principais conferências contemporâneas.

 

 

Você já se perguntou como Hawking conseguia se comunicar através de um dispositivo parecido a um computador? Sabe como funciona esse gerador de fala?

Aqui na The Speaker, nós sabemos que Hawking, além de ser uma mente genialmente incontestável para a ciência, é também uma inspiração no campo da comunicação. Por isso, nossa conversa de hoje é sobre ele.

“Ele foi um grande cientista e um homem extraordinário cujo trabalho e legado viverão por muitos anos. Sua coragem e persistência com seu brilho e humor inspiraram pessoas em todo o mundo. Ele disse uma vez: ‘Não seria muito um universo se não fosse o lar das pessoas que você ama’. Nós vamos sentir falta dele para sempre.

 

A vida de Stephen Hawking

 

Nascido em 8 de janeiro de 1942, no Reino Unido, Hawking enfrentou o mais duro dos problemas, uma doença degenerativa chamada esclerose lateral amiotrófica (ELA). Ele perdeu, gradativamente, a força e os movimentos de pernas, braços e cabeça e viveu por muitos anos em uma cadeira de rodas tecnológica e com um sintetizador eletrônico para reproduzir sua voz. Aliás, esta voz robótica reproduzida pela cadeira, se tornou uma das mais ouvidas pelo mundo da ciência e da física. Sem o movimento das mãos e sequer das cordas vocais, Hakwing se comunicava com os olhos e a ajuda do computador.

 

Como funcionava o gerador de fala usado por Hawking?

 

 

Com o avanço da ALS, Hawking começou a perder a capacidade de fala. Para conseguir se comunicar com as pessoas – tanto no seu dia a dia pessoal quanto em tudo o que estava relacionado ao seu trabalho –, ele passou a utilizar um gerador de fala.

Você provavelmente já viu esse dispositivo em alguma foto ou vídeo. Era um gerador parecido a uma tela multimídia comum, que ficava acoplado à cadeira de rodas de Stephen Hawking e reproduzia os sons, como se o cientista estivesse falando através de sua própria voz.

Esse gerador de fala era atualizado mais ou menos de dois em dois anos, na tentativa de suprir as novas demandas que surgiam com o avanço da doença e consequente perda da fala, resultado da deterioração dos músculos de Hawking.

Já que Hawking não conseguia digitar palavras, que seria a forma mais simples para se comunicar, o gerador de fala funcionava de outra forma: através de um sensor que identificava sutis movimentos que Hawking fazia com as bochechas. Incrível, não?

 

 

Nos óculos utilizados por Hawking, estava esse sensor infravermelho para rastrear seus movimentos e, assim, captar o que ele queria se comunicar com os demais.

Era assim, através de pequenos contrações com a bochecha, que Hawking formava as palavras que compunham seus discursos, entrevistas, conversas… Com o tempo, incluíram um sistema de preenchimento automático (semelhante aos que existem em celulares) para agilizar e facilitar a comunicação do cientista.

 

E como as palavras viravam sons?

 

O sistema de escolha de letras e palavras através do sensor era suficiente para que Hawking escrevesse e-mails e conversasse com as pessoas através da escrita. Para que essas palavras fossem transformadas em sons, Hawking utilizava um dispositivo chamado “sintetizador de fala”.

Esse dispositivo permitia que a genialidade de Hawking fosse traduzida para a linguagem oral, fazendo com que ele se comunicasse com as pessoas, apesar de suas restrições físicas.

 

 

Toda essa superação significou uma importante melhora das condições de vida – não só para Hawking, mas para todos que sofrem com a mesma doença que o cientista.

Quando refletimos sobre a história de Hawking, podemos entender como a comunicação é algo tão amplo e tão importante para a vida de absolutamente todas as pessoas.

Pela possibilidade de se comunicar verbalmente com os outros, Hawking pôde compartilhar a sua genialidade com as pessoas, participando de palestras, apresentações e muito mais. Essa possibilidade, com certeza, significou muito para Hawking e mais ainda para a ciência e para todos que tiveram a oportunidade de escutá-lo.

Stephen Hawking, queria muito que a ciência e os mistérios do universo fossem assuntos palpáveis para todos os públicos e não apenas para os estudiosos da área, por isso, chegou a reescrever o livro “Breve História do Tempo” em uma versão mais curta e com termos de melhor entendimento popular. Ele deixa seu nome marcado como um homem que tentou aproximar a ciência das pessoas.

 

Fonte:

www.thespeaker.com.br

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